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A Providencia de Deus na Restauração do Casamento

A Providencia de Deus na Restauração do Casamento



Durante nossa peregrinação no deserto, é comum sofrermos na mente o assalto e os lapsos de insegurança pela incredulidade, dado os reveses e as intempéries das circunstancias à nossa volta quando labutamos pela Fé perseverando em oração, afligindo nossa alma com jejum e oração, quebrantando com humilhação o nosso coração diante do Soberano SENHOR, em busca da Restauração do Casamento.

Nosso ser se retorce e contorce, à semelhança do bagaço da cana de açúcar, de modo a expor nossas “vísceras”, isto é, toda a nossa fragilidade e vulnerabilidade emocional, quando somos submetidos à “moenda” da vida, ao nos depararmos com o nosso lar dividido, a indiferença, o desprezo, o descaso, a humilhação, a vergonha, a difamação e até mesmo a infidelidade do nosso cônjuge; soma-se a isso as provocações da Outra Mulher ou do Outro Homem, a audiência do Divórcio, a divisão dos filhos para os passeios de final de semana com a indigesta companhia da OM ou OH, etc.

No entanto, a Sagrada Escritura revela um Deus Potente, Onisciente e Soberano sobre todas as coisas, mesmo no sofrimento e na derrocada do nosso lar!

Nada aconteceu pelo acaso, ou pela autonomia das forças das trevas. Tudo acontece pela Ordem, Decreto e Providencia do nosso Deus!

Diante de tal verdade, afirmamos:

a) Você esta exatamente no lugar que Deus quer que você esteja

Como assim? Estou sofrendo as piores dores da vida, e Deus quer que eu passe por tudo isso?
A resposta é SIM!

A dor tem um caráter benéfico na vida do verdadeiro crente (Eclesiastes 7:3; Mateus 5:4), isto é, daqueles que de fato foram regenerados pelo Espirito Santo. Confira na Sagrada Escritura, as muitas benesses do sofrimento:

[1] O sofrimento revela o coração (Deuteronômio 8:2); [2] O sofrimento aperfeiçoa e fortalece o caráter cristão (Romanos 8:28-29); [3] O sofrimento produz Perseverança (Romanos 5:1-4; Tiago 1:2-4); [4] O sofrimento produz Obediência (Salmos 119:67, 71); [5] O sofrimento produz humildade e dependência de Deus (2 Coríntios 12:7, 9); [6] O sofrimento produz confiança em Deus (2 Coríntios 1:8-9); [7] O sofrimento prepara o cristão para confortar aqueles que sofrem (1 Coríntios 1:3-4); [8] O sofrimento é instrumento de disciplina, que evidencia o amor do Pai que nos corrige (Provérbios 3:12; 13:24; Hebreus 12:6; Apocalipse 3:19).

b) Tudo o que você esta passando foi Providencia de Deus

Ora, então Deus é o autor de todo o mal que me sobreveio?

De forma alguma!

Deus em sua Soberania faz com que os atos de maldade do seu cônjuge concorram de modo a convergir no cumprimento de seus Decretos e Propósitos, para que no fim, o seu nome seja Glorificado e nós, seus servos que lutamos incansavelmente pela restauração do casamento (e algumas vezes, extremamente cansados mesmo!), beneficiados.

Note que na história, Deus levantou e prosperou nações ímpias, pagãs, idolatras, pecaminosas e perversas com o intuito único e benéfico de corrigir o seu povo e disciplina-los por causa do grave pecado de idolatria – retratado nas Escrituras como Adultério Espiritual (Jeremias 3). Uma prova inequívoca e irrefutável de tal verdade, é a nação Assíria. Deus levantou os assírios como cetro de sua ira e instrumento do seu furor para punir as nações (Isaías 10:5-6). A mesma coisa, Deus fez com a Babilônia. Deus levantou os babilônios e usou toda a sua maldade para executar o seu santíssimo juízo (Jeremias 51:20; 52:4-30). Vale ressaltar, que Deus não é o responsável pelos atos maus de suas criaturas, no entanto, ele é responsável por todas as benesses, geradas e concedidas, de tais atos! Quando praticamos o bem, é Deus quem recebe o louvor. Ninguém pode produzir bons frutos de si mesmo, com suas próprias virtudes. Os frutos bons foram produzidos por causa de Jesus, portanto, todo o mérito pertence ao SENHOR (João 15). Porem, quando a maldade é praticada, o ser humano é o responsável, pois ele realizou toda a inclinação e disposição do seu obstinado coração pecaminoso (Mateus 15:19; Tiago 1:13-14). O que dizer então de José? Ora, Deus usou toda a maldade e o pecado de traição dos seus irmãos para elevar José ao cargo de governador de toda a terra do Egito (Genesis 41:38-57), e ainda, livrar todo o mundo antigo de perecer de fome (Genesis 45:7-8; 50:18-21).

Deus usa não apenas os meios provenientes da natureza depravada e maldosa do coração do seu cônjuge, mas usa os demônios e maus espíritos para influenciar as ações e atitudes dele também!

A esta afirmativa tão estupenda da revelação de Deus, a Sagrada Escritura atesta o SENHOR em sua Inescrutável Sabedoria, usando espíritos malignos de mentira (1 Reis 22:20-23), para executar o seu juízo e manifestar a gloria de sua justiça contra o perverso rei Acabe. Caso interessante, foi o pecado de Davi contra o SENHOR por levantar o censo de Israel (2 Samuel 24:10; 1 Crônicas 21:1) - o pecado de Davi, foi o instrumento usado por Deus para castigar os israelitas. O que dizer de Saul então? Ora, este era atormentado por um espirito maligno, que era enviado da parte de Deus (1 Samuel 16:14:16, 23; 18:10; 19:9). Pense no caso de Jó! O SENHOR permitiu que não só satanás o atormentasse (Jó 1:12), mas usou o maligno para lapidar a vida daquele servo!

Diante de tais afirmações e verdades bíblicas, o que você ainda teme, caro peregrino do deserto?

Até mesmo a ira e furor do seu cônjuge contra você, Deus usará para a Gloria Dele (Salmos 76:10).

Você ainda teme o fato do seu cônjuge procurar os meios legais para divorciar-se de você? Está com medo da audiência do divórcio? Veja o que a santa palavra nos revela:

“Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? Porventura da boca do Altíssimo não sai tanto o mal como o bem?” (Lamentações 3:37-38).

c) Deus endureceu o coração do seu cônjuge para manifestar o seu Juízo, a sua Gloria e corrigir você

Que afirmação estranha e contraditória, não é mesmo!

Mas esta também é mais uma grande revelação das Santas Escrituras.

Note o caso de faraó do Egito, se opondo ao mandato do Senhor - que era o de libertar o povo da escravidão (Êxodo 3), foi o próprio Deus quem endureceu o seu malvado coração para manifestar a Portentosa Glória da sua Justiça (Êxodo 7:2-4). Deus, também, endureceu o coração dos israelitas para manifestar os seus Juízos (Isaías 63:17; Romanos 9:18-21). Até mesmo na pregação do profeta Ezequiel; Deus ordenou o profeta pronunciar a bendita palavra (Ezequiel 2), no entanto, prevenindo-o de antemão que a nação não daria crédito, não escutaria as palavras do profeta (Ezequiel 3:4-7).

Caro peregrino(a) do deserto, você acha mesmo que Deus não poderia usar quaisquer meios para cumprir seus Soberanos Propósitos para manifestar a Sua Gloria e beneficiar você?

Você ainda teme as obras das trevas?

Teme as humilhações, difamações, mentiras, calunias, desprezos, indiferenças, maldições, achincalhamentos e toda maldade que seu cônjuge pratica contra você?

Teme o sofrimento e a angustia provenientes deste deserto escaldante das crises conjugais?

Estás com medo do divórcio e das audiências que já foram agendadas?

A certidão de divórcio que esta na tua mão ainda lhe causa pavor?

Queridos(as) descanse hoje na Soberania de Deus!

Nada está fora do controle do SENHOR; Deus já sabia de tudo o que aconteceria com você, antes mesmo da fundação do mundo (Salmos 139:16).

Mesmo a condenação, crucificação, morte e ressurreição do nosso Salvador, não se deu pelo acaso! Embora Pilatos, Herodes e toda cúpula religiosa judaica, além do povo, tenham crucificado a Cristo conforme o ódio e maldade dos seus corações, tudo que ocorreu já estava pré determinado por Deus (Atos 2:23; 4:27-28).

Confie no SENHOR; você jamais reuniria virtudes ou atributos próprios para manter-se de pé nesta fornalha existencial. Foi o SENHOR quem lhe sustentou até aqui, e vai continuar lhe sustentando!

Agora, responda com honestidade para a sua consciência a seguinte interpelação: Você estaria se dedicando tanto com jejuns, clamor e suplicas pela madrugada, propósitos de oração, crescimento e desenvolvimento na santificação e mortificação de pecados, leitura bíblica, frequência com compromisso e assiduidade nos cultos da sua congregação e demais atividades espirituais se não fosse todo esse sofrimento e angustia advindas desta terrível crise conjugal?

Isto posto, enalteço com braços levantados ao céus e joelhos no chão, a Soberania e Poder do nosso Deus e encerro este estudo, com as palavras de Martinho Lutero (1483 – 1546):

“Existem três coisas que nos levam a conhecer a Deus: a Bíblia, a Oração e a Dor” 

Fonte:
Texto :Douglas Pereira da Silva 

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